quarta-feira, 29 de outubro de 2014

Lula quer interferir mais e diz que voltará em 2018


O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva tentará interferir mais no governo Dilma Rousseff e, em conversas recentes, disse pela primeira vez a aliados que será candidato ao Planalto em 2018.
Diversos interlocutores consultados pela Folha confirmaram ter ouvido o recado do petista. Alguns, inclusive, afirmam que a manifestação foi feita no domingo (26), depois de as urnas terem confirmado a vitória de Dilma.
Internamente, o PT já trata a candidatura de Lula como algo oficial. O petista terá 73 anos em 2018, e aliados ponderam que uma série de variáveis pode fazer com que mude de opinião mais à frente.

Ricardo Stuckert / Instituto Lula
Ex-presidente Lula comemora seu aniversário de 69 anos
Ex-presidente Lula comemora seu aniversário de 69 anos
O próprio ex-presidente já disse a aliados que não sabe como estará sua saúde daqui a quatro anos. Após deixar a Presidência, em 2011, ele se curou de um câncer na garganta.
Por meio de sua assessoria, Lula soltou uma nota em que diz: "No último domingo, dia da eleição, quando perguntado sobre 2018, declarei que, completando 69 anos, minha única expectativa para daqui a quatro anos é estar vivo."
De olho na sucessão futura, aliados afirmam que o ex-presidente precisará atuar de forma mais efetiva para evitar que a petista reproduza erros cometidos no primeiro mandato. Entre eles, o distanciamento dos movimentos sociais, o parco diálogo com empresários e o excesso de centralização nas ações.
Nos primeiros quatro anos, o petista deu conselhos à presidente, mas foi pouco ouvido. Agora, será preciso inverter essa lógica para poder pavimentar sua candidatura. No cálculo interno, se Dilma fizer uma administração impopular a partir de janeiro, sua pretensão pode ser frustrada.
Dois exemplos de sugestões ignoradas por Dilma no passado: substituição do ministro da Fazenda, Guido Mantega, para dar um choque de confiança no mercado. E a remoção do secretário do Tesouro, Arno Augustin, por sintetizar em sua opinião a imagem negativa da equipe econômica na área fiscal.
No atual mandato, Lula quer ser mais ouvido quando em situações de crise e dificuldades com o Congresso.
Durante a campanha, a presidente afirmou que daria todo apoio ao padrinho se ele quisesse voltar. No início do segundo turno, interlocutores de ambos os lados notaram distanciamento entre eles. Lula só entrou de cabeça na reta final da eleição.
Tudo indica, afirmam aliados, que a dinâmica da relação mudará agora. Dilma, dizem assessores, sabe que o antecessor fará queixas públicas se não for ouvido.
A disposição do ex-presidente de disputar 2018 conta com um estimulo nada irrelevante: o desejo da mulher, Marisa Letícia.
A articulação que pedia o retorno do ex-presidente para a disputa de 2014 foi forte no primeiro semestre de 2013, mas acabou abafada no encontro nacional do PT, em maio. Seus principais defensores eram empresários descontentes com o estilo de Dilma e petistas que perderam espaço na atual gestão.
O PT também fará mais pressões. Quer ser mais ouvido na definição dos novos nomes do governo, principalmente na do novo ministro da Fazenda, e participar da definição de propostas como a reforma política.
Em entrevista nesta terça (28), Dilma disse que "o que o Lula quiser ser, eu apoiarei".
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O QUE O PT QUER

As bandeiras que o partido defenderá no novo mandato de Dilma
  • 1 Ser mais ouvido na definição do novo mandato de Dilma Rousseff e, principalmente, na escolha do novo ministro da Fazenda
  • 2 Decidir sobre pontos essenciais da reforma política –como o financiamento público de campanhas, uma das bandeiras do partido
  • 3 Sigla defende que o governo amplie o diálogo com os movimentos sociais e o setor privado, dos quais teria se afastado
  • 4 Convencer seu maior aliado, o PMDB, a aceitar o revezamento nos comandos da Câmara dos Deputados e do Senado
  • 5 Uma regulação econômica e de conteúdo da mídia. Dilma já sinalizou que é favorável à primeira medida, sem dar detalhes, mas se opõe à proposta de regulação de conteúdo

quinta-feira, 23 de outubro de 2014

Em evento com Lula, Zeca diz que "fazendeirada" não vai ganhar

Diego Alves e Juliene Katayama







Zeca do PT, deputado federal mais votado em Mato Grosso do Sul, com 160.556 votos (12,57%), disse durante o evento que trouxe o ex-presidente Lula a Campo Grande, que o PT regional não envelheceu e que a ‘fazendeirada’, não vão ganhar.
“Sei que essa multidão veio ouvir o Lula, mas quero aproveitar para dizer que estou junto com o Delcídio, Bernal e os deputados. Há muito tempo falaram que a militância do PT acabou, envelheceu, eis que quando desafiado mostra sua força”.
“A ‘fazendeirada’ não vai ganhar o nosso voto. Puxaram o saco do Lula, agora estão com o outro”, argumentou no comício no Parque Aiyrton Senna, no Jardim Aero Rancho.

domingo, 28 de setembro de 2014

Naufrágio no MS mata 2 pessoas e deixa 13 desaparecidas

Acidente foi causado por vendaval que se transformou em uma espécie de tornado. Ventos atingiram 60 km/h


Agência Estado
 
Publicação: 25/09/2014 14:19 Atualização: 25/09/2014 17:13

O naufrágio da chalana paraguaia (espécie de barco-hotel) Sueño do Pantanal na manhã dessa quarta-feira, deixou 13 pessoas desaparecidas e duas mortas em Porto Murtinho, a 455 quilômetros de Campo Grande, no Mato Grosso do Sul. Segundo o Corpo de Bombeiros, o acidente foi provocado por um vendaval.

O navio estava entre 200 a 300 metros do cais do porto quando foi surpreendido pelo vento cuja velocidade registrada foi de 60 km/h. Em seguida, de acordo com o serviço de meteorologia da Universidade Anhanguera, o vento se transformou em uma espécie de tornado.

Na embarcação estavam 27 pessoas, sendo 16 turistas e 11 tripulantes. Do grupo de turistas, dez estão desaparecidos e um foi encontrado morto. Da tripulação, três ainda estão desaparecidos. Um dos mortos é um turista do Paraná e o outro é o dono da embarcação, Luiz Panyo.

sábado, 9 de agosto de 2014

Claudio Augusto Correa Codorniz no Facebook

Boa noite
Quero manifestar a nossa indignação, pelo motivo unico de ha mais de meses terem tirado o nome do Sr mais Ilustre de nossa cidade, Sr Luiz Augusto Miranda Codorniz (meu Pai) mais conhecido como Luluca, que com muito respeito foi homenageado colocando seu nome no Posto de Saude do Bairro Cohab pela administração anterior. Somos sabedores vivos de quem foi Luluca e o que ele representou em Porto Murtinho. Não podemos simplesmente deixar que caia no esquecimento, por ato promovido por pessoas que não tenham compromisso com nossa historia.
Nos ajudem a cuidar de nossa querida Porto Murtinho.
  • Você e outras 8 pessoas curtiram isso.
  • Edson Paim Cláudio, estou solidário com você e com o povo murtinhense, tanto mais que vivi nesse cidade durante 4 anos, conheci o Luluca aí, fui contemporâneo do irmão dele, o Dr. Hélio Miranda Codorniz na Faculdade Fluminense de Odontologia, em Niterói, ex-capital do Estado do Rio de Janeiro, encontrei o Luiz várias vezes em Aquidauana, na casa do Hélio e, se tudo isso não bastasse, tive a honra de comparecer à inauguração do Posto de Saúde Luluca, acompanhado da minha irmã Zulmira, viúva do Dr; Hélio e cunhada do Luluca, com a presença, também, de sua prima Tânia. Por estas e outras, além de curtir sua postagem e a compartilhar em meu facebook, vou reproduzir sua nota e meu comentário em dos meus blogs, não por acaso, designado Porto Murtinho.

segunda-feira, 21 de julho de 2014

No facebook: Reminiscências da Estação de Campo Grande



Edson Paim Desde que me mudei de Porto Murtinho para Aquidauana, viajava desta a Campo Grande. Tanto na ida quanto na volta ficava com a roupa toda impregnada da terra vermelha que era uma "marca registrada" da "cidade morena". Recordar é reviver.

sábado, 19 de julho de 2014

RESUMO DAS NOTÍCIAS PUBLICADAS, HOJE, PELOS PRINCIPAIS JORNAIS DO PAÍS (SINOPSE RADIOBRAS)

19 de julho de 2014

Correio Braziliense

Manchete: Míssil atinge em cheio a luta contra a Aids
Entre os 298 mortos do avião derrubado na Ucrânia estavam cerca de 100 pessoas que iam ao congresso sobre a doença. O dentista Joep Lange, uma sumidade no tema, é uma das vítimas

A tragédia, que horrorizou o mundo, imprimiu um terrível golpe à comunidade científica. O holandês Joep Lange, 59 anos, era considerado por colegas um dos maiores especialistas do mundo no combate ao HIV. ”A cura da Aids poderia estar a bordo daquele avião", desabafou o pesquisador Trevor Stratlon. O presidente dos EUA, Barak Obama. responsabilizou separatistas pré Moscou pela queda do Boeing 777, que ia da Holanda para a Malásia. e culpou a Rússia pela tragédia.

Brasil gasta apenas 30% da verba de combate à síndrome. (Págs. 1, 6, 34 e 38)

Inflação em alta castiga quem paga pela saúde
O preço das consultas com médicos, dentistas e psicólogos, dos exames laboratoriais e de outros serviços da área disparou nos últimos 12 meses.

Em alguns casos, a alta é quase o dobro do custo de vida oficial, de 6,52%. A carestia no setor atinge diretamente o orçamento das famílias de classe média. (Págs. 1 e 7)

Novo round entre Arruda e o MP eleitoral
Ex-governador consegue no TRE retirar de site declarações de procurador, mas volta a ter candidatura criticada, desta vez pelo chefe do Ministério Público. O PR, partido de Arruda, entra com ação contra Agnelo (PT). (Págs. 1, 17 e 18)
A imortal irreverência de João Ubaldo Ribeiro
O alcoolismo e o cigarro já o haviam derrubado várias vezes. Mas ele resistia bravamente. Até que, ontem, uma embolia pulmonar o levou para sempre, aos 73 anos. Erudito sem ser pedante, João I (baldo vivia de chinelo, bermuda e camisa aberta no peito. Frasista de primeira, exímio contador de histórias e piadista sagaz, arrancava risadas com facilidade. Autor de clássicos como Sargento Getúlio. O sorriso do lagarto e Viva o povo brasileiro, é um dos gigantes das letras nacionais. Foi ganhador, em 2008, do Prêmio Camões, o mais importante da literatura em língua portuguesa. (Págs. 1 e Diversão e Arte, capa e 2 a 4)
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Zero Hora

Manchete: Tragédia do MH 17 - Busca por respostas eleva tensão
Nos 15 quilômetros por onde se espalharam restos do avião, equipe da comissão europeia de segurança procura vestígios para apurar causas da queda. No total, 298 pessoas morreram.

Obama diz que rebeldes da Ucrânia derrubaram avião

100 pesquisadores da Aids entre as vítimas do acidente (Págs. 1 e Notícias 6 a 8)

Mais 18 são indiciados pelo incêndio na Kiss
Inquérito complementar aponta crimes como falsidade ideológica. (Págs. 1 e Notícias 17)
Após impasse, UFSM confirma seu vestibular
Universidade usaria só Sisu para ingresso, mas acatou decisão judicial. (Págs. 1 e Sua Vida 23)
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Folha de S. Paulo

Manchete: Obama liga derrubada de avião a rebeldes pró-Rússia
Presidente dos EUA diz que um míssil derrubou aeronave no leste da Ucrânia

O presidente Barack Obama (EUA) disse ter evidências de que o avião do Malaysia Airlines foi derrubado por um míssil lançado de uma área controlada por separatistas ucranianos apoiados pela Rússia. "Um grupo de separatistas não pode derrubar aviões [...] sem equipamento e treinamento sofisticados. Isso tem vindo da Rússia”, afirmou.

Segundo o americano, três aeronaves militares ucranianos foram abatidos nas últimas semanas.

O Conselho de Segurança da ONU autorizou pedido para uma investigação independente sobre as causas da queda, que causou a morte de 298 pessoas. Separatistas pró Rússia limitaram acesso de inspetores europeus ao local da queda do avião.

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, não respondeu diretamente a Obama e pediu um cessar-fogo na região. O embaixador russo na ONU atribuiu à Ucrânia “toda a culpa” pela tragédia.

A capital Kiev se tornou a única forma segura de chegar à Ucrânia por ar, relata o enviado Leandro Colon. O espaço aéreo do leste vem sendo evitado. (Págs. 1 e Mundo A14)

Tragédia no ar

Foi uma chuva de corpos, descrevem ucranianos. (Págs. 1 e A16)

Cientistas que iam a congresso sobre Aids morrem na queda (Págs. 1 e A16)

Ofensiva de Israel em Gaza tem ao menos 31 mortos
O segundo dia da ofensiva terrestre de Israel em Gaza terminou com ao menos um soldado israelense e 30 palestinos mortos. A ação visa destruir a infraestrutura do grupo islâmico Hamas, que controla a região.

A comunidade internacional fez um apelo a Israel para tentar evitar as vítimas civis na invasão. (Págs. 1 e Mundo A17)

Aprovação de Paes cresce pela 1ª vez depois de protestos
A aprovação da gestão do prefeito do Rio, Eduardo Paes (PMDB), cresceu pela primeira vez após os protestos de 2013. Segundo o Datafolha, 37% apontaram o governo como bom ou ótimo. Em São Paulo a avaliação negativa de Fernando Haddad (PT) atingiu 47%, seu maior patamar. (Págs. 1 e Cotidiano C4)
Sem teto usa barraca vazia para ‘turbinar’ invasão em SP
A maioria das barracas do Portal do Povo, área invadida no Morumbi, bairro nobre de São Paulo, foi erguida somente para demarcar território, sem nenhum ocupante. A Folha constatou essa realidade em visitas ao local em dois dias consecutivos, com horários diferentes. A coordenação do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) afirma que, no local, 4.000 famílias se revezam para reivindicar casa própria. (Págs. 1 e Cotidiano C1)
Escritor João Ubaldo Ribeiro morre no Rio aos 73 anos
Autor de clássicos da literatura nacional e membro da Academia Brasileira de Letras, o escritor baiano João Ubaldo Ribeiro morreu aos 73 anos, em sua residência no Rio, vítima de embolia pulmonar. Há dois meses o autor de “Viva o Povo Brasileiro” passara cinco dias internado em um hospital com problemas pulmonares.

João Ubaldo escrevia um novo romance, com os bares cariocas como lema. O corpo será enterrado neste sábado (19), às 10h, no mausoléu da ABL, no Rio. (Págs. 1 e Cotidiano C5)

Após pesquisa, Bolsa atinge maior nível em 16 meses
Depois de o Datafolha apontar empate técnico entre Dilma (PT) e Aécio (PSDB) num segundo turno, o Ibovespa, principal índice da Bolsa de SP, subiu 2,47%, para 57.013 pontos o mais alto nível desde 14 de março de 2013. A alta foi puxada pelas ações de estatais. (Págs. 1 e Mercado B1)
Painel: Doleiro preso usou celular dentro da carceragem da PF (Págs. 1 e Poder A4)

Editoriais
Leia “A força da rejeição”. acerca de crescimento da oposição em eventual segundo turno, e “Tragédia na Ucrânia”, sobre abate de avião. (Págs. 1 e Opinião A2)---------------------------------------------------------------------